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Guia prático

Como abrir um studio de beleza: formato, ponto e primeiros clientes

8 min de leitura · Abrir o salão · Atualizado em 06/11/2026

Medium shot of a home-based beauty studio corner in a Brazilian apartment: one chair, a small mirror with brass frame, a wooden shelf with f
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    Para quem é Profissional da beleza que quer abrir o próprio studio, sozinho ou em sala comercial. Também serve a quem já trabalha em salão de outra pessoa e pensa no próximo passo.

    Em resumo

    Para abrir um studio de beleza, defina primeiro o formato: atender sozinho como MEI, montar uma empresa ou trabalhar no salão de outra pessoa como profissional-parceiro. Depois formalize pela Redesim, tire alvará de funcionamento e sanitário, cumpra a norma sanitária do seu município e conquiste os primeiros clientes com biossegurança e atendimento cuidadoso.

    Mapa do guia7 passos, do começo ao fim
    1. 01Defina o formato do seu studio
    2. 02Escolha o ponto pensando em quem você quer atender
    3. 03Formalize o negócio pela Redesim
    4. 04Se for atender sozinho, entenda o que o MEI oferece
    5. 05Monte a estrutura sanitária desde o primeiro dia
    6. 06Organize a nota fiscal e o recebimento
    7. 07Conquiste os primeiros clientes pelo cuidado

    Passo a passo

    1. Defina o formato do seu studio

      Antes do ponto e da decoração, decida como você vai trabalhar. Há três caminhos principais.

      • Sozinho, como MEI. Segundo o Sebrae, para o profissional autônomo o MEI é o caminho mais simples para empreender com segurança.
      • Como empresa com estrutura própria. É o salão registrado em Junta Comercial, Receita Federal e prefeitura, que pode receber outros profissionais.
      • Como profissional-parceiro no salão de outra pessoa. Você presta o serviço e o salão fornece a estrutura, a gestão e a recepção.

      Se o seu studio vai receber outros profissionais em parceria, ele passa a ser salão-parceiro. Isso segue a Lei 13.352/2016 e traz obrigações dos dois lados. Veja a seção sobre parceria abaixo.

    2. Escolha o ponto pensando em quem você quer atender

      O ponto e a estrutura precisam combinar com o público. Uma pesquisa da Universidade Federal de Sergipe, com dados de 2021, observou salões com estrutura para a classe média alta em bairros nobres e salões de estrutura simples na periferia de Aracaju, que atendem um público de menor poder aquisitivo.

      O que isso muda para você: o investimento em conforto e decoração só faz sentido se o público do bairro valoriza e paga por isso. Antes de assinar o aluguel, faça a consulta de viabilidade na prefeitura. Ela faz parte do processo de abertura e mostra se a atividade pode funcionar naquele endereço.

    3. Formalize o negócio pela Redesim

      Segundo o Sebrae, para abrir e registrar um salão de beleza em 2026 o caminho é a Redesim, de preferência com contabilidade especializada. O processo inclui:

      1. consulta de viabilidade e registro na Junta Comercial; 2. CNPJ na Receita Federal; 3. inscrições municipal e estadual; 4. alvará de funcionamento e alvará sanitário; 5. regularização junto ao Corpo de Bombeiros; 6. cadastro no eSocial; 7. enquadramento na entidade sindical patronal.

      O Sebrae recomenda um contador que conheça o segmento de beleza e a Lei do Salão-Parceiro.

    4. Se for atender sozinho, entenda o que o MEI oferece

      Segundo o Sebrae, ao se formalizar como MEI o profissional garante o CNPJ, paga impostos de forma unificada e tem acesso a direitos previdenciários, como aposentadoria e auxílio-doença. Também emite nota fiscal pelo sistema nacional (NFS-e).

      O MEI paga um valor fixo mensal, atualizado todo ano de acordo com o salário mínimo. Por isso, não use valores que aparecem em textos antigos. Confirme o valor do ano com seu contador antes de planejar o caixa.

    5. Monte a estrutura sanitária desde o primeiro dia

      A Lei 12.592/2012 reconheceu a profissão de cabeleireiro e de outros profissionais da beleza. O artigo 4º dessa lei manda obedecer às normas sanitárias, com esterilização de materiais e utensílios usados no atendimento.

      As regras detalhadas são definidas por estados e municípios, e salões de beleza são estabelecimentos de interesse da saúde. Por isso:

      • pergunte à vigilância sanitária da sua cidade quais são as exigências para o seu endereço;
      • planeje um espaço para limpeza e esterilização antes de comprar móveis;
      • se for vender produtos, saiba que eles têm regras próprias de compra, manuseio e armazenamento.
    6. Organize a nota fiscal e o recebimento

      Segundo o Sebrae, a emissão da NFS-e é obrigatória e segue o padrão nacional desde janeiro de 2026. Maquininhas de cartão e aplicativos informam 100% das vendas ligadas ao seu CPF ou CNPJ. Se a nota não bater com o valor da transação, o Fisco trata a diferença como omissão de receita e cobra o imposto.

      O que isso muda no seu studio: desde a abertura, receba sempre no CNPJ do negócio e emita nota de cada atendimento.

    7. Conquiste os primeiros clientes pelo cuidado

      No começo ainda não existe base de clientes nem receita constante, como lembra a pesquisa da UFS. Para atrair e manter os primeiros clientes, a analista do Sebrae Maria Consuelo Mello aponta como diferencial a biossegurança, a esterilização de materiais, a limpeza e o atendimento humanizado.

      O Sebrae também observa maior procura por atendimento personalizado, ajustado às características de cada cliente. Na prática:

      • mostre ao cliente como você esteriliza os materiais;
      • ouça o que a pessoa precisa antes de propor o serviço;
      • registre as preferências de cada cliente para o próximo atendimento.

    Como abrir um studio de beleza recebendo outros profissionais em parceria?

    Se o seu studio vai receber outros profissionais, a Lei 13.352/2016 define os papéis de cada lado. Segundo o Sebrae:

    • Salão-parceiro: precisa estar legalizado e oferecer a infraestrutura, a gestão e a recepção.
    • Profissional-parceiro: precisa estar formalizado como MEI ou microempresa no Simples Nacional e responde pela execução técnica do serviço.

    O contrato deve ser escrito, assinado perante duas testemunhas e homologado pelo sindicato da categoria. Ele precisa trazer, entre outros pontos, o percentual retido por serviço, o recolhimento de tributos, as condições de pagamento ao profissional e as responsabilidades de cada parte sobre higiene e manutenção.

    A homologação segue a base territorial do salão, definida pelo CEP. Se não houver sindicato na cidade, vale o sindicato estadual. Se não houver nenhum na região, o registro vai direto ao Ministério do Trabalho. Segundo o Sebrae, homologar em sindicato sem representação no local torna o contrato nulo, descaracteriza a parceria e gera vínculo de emprego (CLT), com custos retroativos.

    No modelo de parceria, o salão é responsável por reter e recolher os impostos da sua parte e da parte do profissional no DAS, até o dia 20 do mês seguinte ao serviço. Cada parte paga imposto só sobre a sua cota-parte.

    Quem está abrindo negócio de beleza no Brasil?

    Segundo levantamento do Sebrae divulgado pelo portal É Pop, o Brasil abriu cerca de 236 mil pequenos negócios de beleza em 2025, mais de 18% acima de 2024. Do total, 221.585 foram registrados como MEI, o equivalente a 94%. Outros 12.424 foram microempresas e 1.672, empresas de pequeno porte.

    O Sebrae avalia que o setor segue como porta de entrada para o empreendedorismo, por causa do baixo custo inicial e da demanda constante. Isso também significa mais concorrência no seu bairro. O diferencial pelo cuidado com o cliente pesa ainda mais.

    Por que as respostas sobre abrir um studio de beleza divergem tanto?

    Há dois motivos principais.

    A regra sanitária muda de lugar para lugar. A lei federal manda cumprir as normas sanitárias, mas quem detalha as exigências são estados e municípios. Uma lista que vale para uma cidade pode não valer para a sua. Confirme sempre na vigilância sanitária local.

    O tamanho do investimento varia muito. Na pesquisa da UFS com salões de Sergipe, com dados de 2021, o capital inicial informado foi de R$ 300,00 a R$ 500.000,00. Por isso, não existe um valor único para abrir um studio. O caminho é calcular o seu próprio custo, de acordo com o formato, o ponto e o público que você escolheu.

    Conteúdo informativo, com base em informações do Sebrae vigentes em 2026. Não substitui contador, advogado ou o INSS.

    Medium shot of a compact home studio corner in a Brazilian apartment: a woman in her forties arranging folded towels on a wooden shelf next
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    Erros comuns

    • Assinar o aluguel da sala antes de fazer a consulta de viabilidade na prefeitura.
    • Abrir sem alvará sanitário ou sem conferir a norma da vigilância sanitária do seu município.
    • Planejar o caixa com o valor do MEI tirado de textos antigos, sem confirmar o valor do ano.
    • Receber profissionais em parceria sem contrato escrito e sem homologação no sindicato correto.
    • Receber na maquininha um valor e emitir nota fiscal de outro.
    • Usar a parceria para disfarçar uma relação de emprego.

    Perguntas frequentes

    Como começar um salão de beleza pequeno?

    Defina o formato (MEI sozinho, empresa ou parceria), faça a consulta de viabilidade do endereço, formalize pela Redesim com um contador, tire os alvarás de funcionamento e sanitário e organize a esterilização dos materiais antes de abrir as portas.

    Quais impostos um salão de beleza paga?

    Depende do formato. O MEI paga um valor fixo mensal unificado, atualizado todo ano pelo salário mínimo. Salões e profissionais-parceiros podem optar pelo Simples Nacional, com recolhimento no DAS. Confirme o seu caso com um contador.

    Quanto custa para abrir um studio de beleza?

    Não existe valor único. Uma pesquisa da UFS em Sergipe, com dados de 2021, encontrou investimentos iniciais de R$ 300,00 a R$ 500.000,00. Calcule o seu custo a partir do formato, do ponto e do público.

    Preciso de contrato para receber outro profissional no meu studio?

    Sim, se for parceria pela Lei 13.352/2016. O contrato deve ser escrito, assinado perante duas testemunhas e homologado pelo sindicato da base territorial do salão. Sem isso, a parceria pode ser descaracterizada e virar vínculo de emprego.

    O profissional de beleza é obrigado a seguir normas sanitárias?

    Sim. O artigo 4º da Lei 12.592/2012 manda obedecer às normas sanitárias e esterilizar materiais e utensílios. As regras detalhadas são de estados e municípios. Confirme as exigências na vigilância sanitária da sua cidade.

    Fontes

    1. Lei Salão Parceiro: tudo o que donos e profissionais da beleza precisam saber — Agência Sebrae de Notícias · organizacion
    2. Brasil registra abertura de 236 mil negócios de beleza em 2025, aponta Sebrae — É Pop · prensa
    3. Dissertação de mestrado em Administração — Universidade Federal de Sergipe (RI/UFS) · academica
    4. Trabalho de conclusão do Bacharelado em Administração — Unisinos · academica
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