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Para quem é Quem quer abrir o próprio salão ou barbearia, inclusive o profissional da beleza que hoje trabalha no salão de outra pessoa e pensa em ter o seu espaço.
Para criar um salão de beleza, siga uma ordem. Primeiro entenda o mercado e escolha o formato da empresa. Depois formalize pela Redesim, com CNPJ, inscrições, alvarás, Corpo de Bombeiros e sindicato patronal. Em seguida monte a estrutura básica, organize a nota fiscal e a gestão, formalize parcerias por contrato homologado e prepare um atendimento com biossegurança.
- 01Por que planejar antes de abrir as portas?
- 02Qual formato de empresa combina com o salão que você quer?
- 03Como formalizar o salão pela Redesim?
- 04Como escolher o ponto e montar a estrutura básica?
- 05Como organizar nota fiscal, impostos e sistema de gestão?
- 06Como formalizar a parceria com profissionais, se houver?
- 07O que preparar para os primeiros atendimentos?
Etapas
Por que planejar antes de abrir as portas?
Objetivo: Entender por que o setor abre muitos negócios e também fecha muitos, e por que a ordem das etapas importa.
Abrir um salão é um caminho comum no Brasil. Segundo levantamento do Sebrae divulgado pelo portal É Pop, o país abriu cerca de 236 mil pequenos negócios de beleza em 2025. Isso representa uma média de 646 por dia. O volume cresceu mais de 18% em relação a 2024. Do total, 94% foram registrados como MEI.
O outro lado também aparece nos números. Segundo o Sebrae em Dados (Sebrae-PR, 2022), 51.744 empresas do setor foram encerradas em 2021, e a taxa de mortalidade foi de 29,04%. O mesmo estudo aponta que 20% dos salões estavam inaptos, com alguma pendência junto à Receita Federal.
O estudo também descreve um ambiente competitivo. Uma pesquisa da Beauty Fair Summit citada pelo Sebrae mostrou que a clientela deixou de ser totalmente fiel e passou a frequentar mais de um salão. Os motivos incluem preço, proximidade de casa, saída de um profissional conhecido e fechamento de estabelecimentos.
O que isso muda no seu salão: abrir é fácil, mas manter exige ordem. Cada etapa desta trilha existe para evitar uma pendência ou um erro que pesa depois.
Ação: Escreva em uma folha os motivos que fazem a clientela trocar de salão e como o seu salão vai responder a cada um.
O que registrar: Anote quais desses motivos (preço, distância, saída de profissional) pesam mais na região onde você quer abrir.
Qual formato de empresa combina com o salão que você quer?
Objetivo: Saber quais formatos existem e o que cada um exige para trabalhar sozinho ou com profissionais-parceiros.
Antes de qualquer registro, decida o porte do negócio. Segundo o Sebrae em Dados (Sebrae-PR, 2022), 92% dos salões do país são MEI, 6% são microempresas (ME) e 97% estão no Simples Nacional.
O formato muda conforme o salão vai trabalhar sozinho ou com outros profissionais. A Agência Sebrae de Notícias explica que, no modelo da Lei do Salão-Parceiro, o salão-parceiro é o estabelecimento legalizado que tem a infraestrutura física e operacional. Ele precisa estar registrado e regularizado na Junta Comercial, na Receita Federal e na prefeitura. O profissional-parceiro precisa estar formalizado como MEI ou como microempresa no Simples Nacional.
Para o profissional autônomo, a consultora do Sebrae Elderci Garcia aponta o MEI como o caminho mais simples. Com ele, o profissional tem CNPJ, paga impostos de forma unificada, tem acesso a direitos previdenciários e emite nota fiscal pelo sistema nacional (NFS-e).
O que isso muda no seu salão: o formato define impostos, obrigações e com quem você pode trabalhar. Leve essa decisão ao contador antes de registrar a empresa.
Ação: Defina se o salão vai começar só com você ou com outros profissionais e leve essa resposta ao contador.
O que registrar: Anote o formato escolhido (MEI, ME ou outro) e o motivo da escolha.
Como formalizar o salão pela Redesim?
Objetivo: Conhecer a sequência de registros e licenças que tornam o salão legalizado.
A formalização segue um roteiro. Segundo a Agência Sebrae de Notícias, para abrir e registrar um salão de beleza em 2026 o empreendedor faz os trâmites pela Redesim, de preferência com contabilidade especializada. O processo inclui:
- consulta de viabilidade e registro na Junta Comercial;
- obtenção do CNPJ na Receita Federal;
- inscrições municipal e estadual;
- licenciamento para alvará de funcionamento e alvará sanitário;
- regularização junto ao Corpo de Bombeiros;
- cadastro no sistema Conectividade Social (eSocial);
- enquadramento na entidade sindical patronal.
A consulta de viabilidade vem antes do contrato do ponto. Ela indica se a atividade pode funcionar naquele endereço.
O alvará sanitário depende das regras do seu município. Confirme as exigências na vigilância sanitária local antes de reformar ou comprar equipamentos. O tempo de cada licença depende dos órgãos da sua cidade.
O que isso muda no seu salão: um item esquecido nessa lista pode virar pendência na Receita ou impedir o funcionamento. Siga a ordem e guarde cada comprovante.
Ação: Monte uma lista com os sete itens da formalização e marque o responsável e a situação de cada um.
O que registrar: Anote a data em que cada registro ou licença foi pedido e a data em que foi concluído.
Como escolher o ponto e montar a estrutura básica?
Objetivo: Escolher o ponto pensando na proximidade da clientela e montar uma lista de estrutura ajustada ao espaço.
O ponto precisa estar perto de quem você quer atender. A pesquisa da Beauty Fair Summit citada pelo Sebrae em Dados (Sebrae-PR, 2022) aponta a busca por salões mais próximos de casa como um dos motivos para a clientela trocar de salão.
O mesmo estudo mostra que os salões estão presentes em 100% dos municípios. Em algumas cidades há muita concorrência por área: em São João do Meriti (RJ), por exemplo, são 124 empresas por km².
Para a estrutura, um artigo da Revista Livre de Sustentabilidade e Empreendedorismo (2023) reúne a lista do Sebrae (2020) para montar uma barbearia. A lista inclui:
- placa de identificação, lavatórios, cadeiras e espelhos fixos;
- balcão de recepção, armários, cadeiras ou sofás para espera;
- carrinho auxiliar, bancada, toalhas e capas;
- telefone, internet, computador, maquininha e impressora;
- software para estoque, agenda e fluxo de caixa;
- ar-condicionado e bebedouro.
O artigo lembra que essa lista se ajusta à demanda, à sofisticação e ao espaço escolhido.
O que isso muda no seu salão: compre o que o ponto e o tipo de atendimento pedem, não a lista inteira de uma vez.
Ação: Compare a lista básica com o espaço escolhido e separe o que é indispensável para o primeiro dia.
O que registrar: Anote cada item comprado e o valor pago, para conhecer o seu investimento inicial.
Como organizar nota fiscal, impostos e sistema de gestão?
Objetivo: Entender a obrigação da NFS-e, o prazo do DAS e por que nota e maquininha precisam bater.
A parte fiscal começa antes do primeiro cliente. Segundo a Agência Sebrae de Notícias, a emissão da NFS-e é obrigatória e, desde janeiro de 2026, segue o padrão nacional.
No Simples Nacional, os impostos são unificados no DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional). A mesma fonte informa que o pagamento deve ser feito até o dia 20 do mês seguinte à prestação do serviço.
A fonte também alerta que maquininhas e aplicativos informam 100% das vendas vinculadas ao seu CPF ou CNPJ. Se a nota fiscal não bate com o valor da transação, o Fisco trata a diferença como omissão de receita e cobra o imposto.
Por isso, um sistema de gestão ajuda desde o início. A lista de estrutura do Sebrae (2020) já inclui software para estoque, cadastro de clientes, agenda e fluxo de caixa. No modelo salão-parceiro, a Agência Sebrae considera indispensável um sistema que faça a divisão das receitas na nota.
O que isso muda no seu salão: cada venda precisa ter nota correspondente. Defina com o contador como isso vai funcionar na rotina.
Ação: Combine com o contador como a nota será emitida a cada atendimento e quem fará isso no salão.
O que registrar: Anote o dia do mês reservado para conferir as vendas da maquininha contra as notas emitidas.
Como formalizar a parceria com profissionais, se houver?
Objetivo: Conhecer os requisitos da parceria e o risco de um contrato mal homologado para o salão e para o profissional.
Se o salão vai trabalhar com profissionais-parceiros, a parceria precisa de forma escrita. Segundo a Agência Sebrae de Notícias, ela é formalizada por contrato escrito, com homologação obrigatória pelo sindicato da categoria.
Cada parte tem o seu papel. O salão-parceiro oferece infraestrutura, gestão e recepção. O profissional-parceiro responde pela execução técnica dos serviços. Os dois dividem, de comum acordo, as receitas e as responsabilidades do atendimento.
A homologação segue a base territorial do salão, definida pelo CEP. Sem sindicato na cidade, ela vai ao sindicato estadual. Sem nenhum sindicato na região, o registro é feito no Ministério do Trabalho.
O risco é concreto para os dois lados. A fonte explica que homologar em sindicato sem representação no local torna o contrato nulo, descaracteriza a parceria e gera vínculo de emprego pela CLT, com custos retroativos.
Na tributação, cada parte paga imposto só sobre a sua cota-parte. O salão retém e recolhe os impostos das duas partes no DAS.
O que isso muda no seu salão: a parceria só protege salão e profissional quando segue todos os requisitos.
Ação: Descubra qual sindicato representa a categoria no CEP do seu salão antes de assinar qualquer contrato.
O que registrar: Anote o nome do sindicato competente e a data de homologação de cada contrato.
O que preparar para os primeiros atendimentos?
Objetivo: Definir um padrão de biossegurança, limpeza e atendimento antes de receber os primeiros clientes.
O primeiro atendimento já mostra o que o salão promete. Segundo a analista de competitividade do Sebrae Maria Consuelo Mello, citada pelo portal É Pop, o diferencial dos negócios do setor deve estar ligado a quatro pontos:
- biossegurança;
- esterilização de materiais;
- limpeza;
- atendimento humanizado.
O Sebrae também aponta mais procura por atendimento personalizado, ajustado às características de cada cliente.
A equipe pesa nesse resultado. O artigo da Revista Livre de Sustentabilidade e Empreendedorismo (2023) cita a recomendação do Sebrae (2020) de um recepcionista para cada três barbeiros. O mesmo artigo destaca o treinamento da equipe como base para entender e atender as expectativas dos clientes.
Na abertura, o cadastro de clientes e a agenda ajudam a conhecer quem chega e a chamar de volta quem já foi atendido.
O que isso muda no seu salão: limpeza, esterilização e escuta são percebidas desde a primeira visita. Defina o padrão antes de abrir, e não depois da primeira reclamação.
Ação: Escreva o passo a passo de limpeza e esterilização do salão e combine esse padrão com toda a equipe.
O que registrar: Anote quantos clientes atendidos nas primeiras semanas ficaram cadastrados na agenda.
Como criar um salão de beleza sem pular etapas?
Siga a ordem desta trilha:
- Entenda o mercado.
- Escolha o formato da empresa.
- Formalize pela Redesim.
- Escolha o ponto e monte a estrutura.
- Organize nota fiscal e gestão.
- Formalize as parcerias, se houver.
- Prepare o atendimento.
A ordem importa porque uma etapa depende da outra. A consulta de viabilidade, por exemplo, diz se o endereço aceita a atividade antes de você investir nele. O tempo de cada licença varia conforme a prefeitura, o Corpo de Bombeiros e a vigilância sanitária da sua cidade. Confirme sempre com os órgãos locais.
Este conteúdo substitui o contador?
Não. Esta página é conteúdo informativo e não substitui contador, advogado ou o INSS. As regras de formalização, NFS-e, DAS e parceria citadas aqui são as descritas pela Agência Sebrae de Notícias para 2026. A própria fonte recomenda contar com um contador especializado no segmento de beleza e na Lei do Salão-Parceiro.

Perguntas frequentes
O que é preciso para abrir um salão de beleza?
Segundo a Agência Sebrae de Notícias, o processo pela Redesim inclui consulta de viabilidade e registro na Junta Comercial, CNPJ, inscrições municipal e estadual, alvará de funcionamento e alvará sanitário, regularização no Corpo de Bombeiros, cadastro no eSocial e enquadramento no sindicato patronal.
A maioria dos salões abertos no Brasil é MEI?
Sim. Segundo levantamento do Sebrae divulgado pelo portal É Pop, 94% dos negócios de beleza formalizados em 2025 foram registrados como MEI. O Sebrae em Dados (Sebrae-PR, 2022) apontava 92% dos salões do país como MEI.
Quem trabalha em parceria precisa ser MEI?
Segundo a Agência Sebrae de Notícias, o profissional-parceiro deve estar formalizado como MEI ou como microempresa no Simples Nacional. O contrato de parceria deve ser escrito e homologado pelo sindicato competente.
Fontes
- Lei Salão Parceiro: tudo o que donos e profissionais da beleza precisam saber — Agência Sebrae de Notícias · organizacion
- Sebrae em Dados - Salões de Beleza — Sebrae-PR · organizacion
- Brasil registra abertura de 236 mil negócios de beleza em 2025, aponta Sebrae — É Pop · prensa
- Profissão barbeiro: uma análise evolutiva do empreendimento e a adequação da profissão ao mercado moderno — Revista Livre de Sustentabilidade e Empreendedorismo · academica



