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Contexto O caso vem de uma pesquisa de pós-graduação em Administração da [Universidade Federal de Sergipe](https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/16337/2/GERLIS_SOUZA_BRITO.pdf), com dados de 2021. A pesquisa entrevistou 12 empreendedores do setor de beleza, dez mulheres e dois homens, entre donos de salão, donos de barbearia e profissionais que atendem no salão de outra pessoa. Sete deles estavam cadastrados no SINDICAB com CNPJ. As orientações sobre formalização vêm da [Agência Sebrae de Notícias](https://agenciasebrae.com.br/economia-e-politica/lei-salao-parceiro-tudo-o-que-donos-e-profissionais-da-beleza-precisam-saber/) e do material do Sebrae [MEI - Barbeiro](https://bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/IDEIAS_DE_NEGOCIO/PDFS/ideia-de-negocio_mei--barbeiro.pdf). Este conteúdo é informativo e não substitui contador, advogado ou o INSS. As regras citadas valem conforme as datas indicadas nas fontes.
Segundo a pesquisa da Universidade Federal de Sergipe, antes da Lei do Salão Parceiro (Lei 13.352/2016) era comum que mulheres e homens prestassem serviços de beleza de modo informal, para complementar a renda. O dono de salão e o profissional precisavam escolher como atuar na formalidade: como empresa com CNPJ, como MEI dono do próprio negócio ou como MEI em parceria com um salão.
Entre os 12 entrevistados, sete operavam com CNPJ, quatro atuavam como MEI donos de salão e um atuava como MEI prestador de serviços. Uma entrevistada já tinha sido microempresa (ME) e passou para MEI. A pesquisa não perguntou os motivos dessa mudança. Alguns entrevistados disseram, de modo informal, que não queriam ser donos de negócio e preferiam atender em salões como MEI.
Quem procura um Sebrae caso de sucesso salão de beleza com números de antes e depois precisa saber que as fontes reunidas aqui não trazem resultados medidos. O que existe é uma pesquisa da Universidade Federal de Sergipe com 12 empreendedores da beleza, que mostra como eles se formalizaram, e as orientações do Sebrae sobre MEI, nota fiscal e crédito.
O que fizeram
Cada entrevistado escolheu uma forma de atuação formal. Segundo a pesquisa, a escolha mostra como cada um vê o próprio negócio.
- Dono de salão ou barbearia com CNPJ: sete entrevistados, cadastrados no sindicato com o CNPJ.
- MEI dono do próprio salão: quatro entrevistados.
- MEI em parceria com um salão: um entrevistado, que presta serviços como profissional-parceiro, amparado pela Lei do Salão Parceiro.
A pesquisa não encontrou preferência entre os modelos. A autora observa que hoje há mais facilidade para cabeleireiros, barbeiros e outros profissionais atuarem como MEI, por causa das regras trazidas pela Lei do Salão Parceiro.
Um ponto ficou em aberto: a pesquisa não mediu faturamento, crédito obtido nem outro resultado depois da formalização.
O que funcionou
- Segundo a autora da pesquisa da Universidade Federal de Sergipe, a Lei do Salão Parceiro facilitou a atuação formal como MEI de cabeleireiros, barbeiros e outros profissionais da beleza, que antes atendiam com frequência na informalidade.
- Os entrevistados conseguiram atuar formalmente em modelos diferentes, como empresa com CNPJ, como MEI dono de salão e como MEI em parceria, conforme o modo como cada um queria trabalhar.
Existe um Sebrae caso de sucesso de salão de beleza com resultados medidos?
Não nas fontes desta página. Elas não trazem relato de salão ou barbearia com números de antes e depois da formalização, como aumento de faturamento ou valor de crédito obtido. Por isso esta página não apresenta esses resultados.
O que está documentado é a forma como 12 empreendedores da beleza se formalizaram, segundo a pesquisa da Universidade Federal de Sergipe, com dados de 2021. Também estão documentadas as orientações públicas do Sebrae sobre o que a formalização permite fazer.
O que o Sebrae diz que muda no salão quando você se formaliza?
Segundo a Agência Sebrae de Notícias, o processo para abrir e registrar um salão de beleza em 2026 passa pela Redesim, de preferência com contabilidade especializada. Ele inclui as seguintes etapas:
- consulta de viabilidade e registro na Junta Comercial;
- obtenção do CNPJ na Receita Federal;
- inscrições municipal e estadual;
- Alvará de Funcionamento e Sanitário;
- regularização no Corpo de Bombeiros;
- enquadramento na entidade sindical patronal.
Para o profissional autônomo, o Sebrae apresenta o MEI como o caminho mais simples. Com ele, o profissional passa a ter CNPJ, paga os impostos numa guia unificada, tem acesso a direitos previdenciários como aposentadoria e auxílio-doença e emite nota fiscal pelo sistema nacional (NFS-e). Desde janeiro de 2026, a NFS-e segue o padrão nacional.
No material MEI - Barbeiro, o Sebrae cita o acesso a crédito entre os benefícios, como o Microcrédito Produtivo Orientado (MPO) e programas de bancos públicos e privados. O Sebrae recomenda comparar taxas e condições e levar um plano de negócios para apresentar aos credores.
Conteúdo informativo, não substitui contador, advogado ou o INSS.
Na parceria, o que o salão e o profissional precisam cumprir?
A Lei 13.352, de 27 de outubro de 2016, define as duas partes: o salão-parceiro e o profissional-parceiro. Segundo o Sebrae, cada lado tem as seguintes obrigações:
- Salão-parceiro: deve estar legalizado e oferecer a estrutura, a gestão e a recepção. É ele quem retém e recolhe os impostos sobre a parte dele e a do profissional, no DAS, até o dia 20 do mês seguinte ao serviço. Cada parte paga imposto só sobre a própria cota-parte, que é a fatia da receita de cada um.
- Profissional-parceiro: deve estar formalizado como MEI ou microempresa no Simples Nacional, responde pela execução técnica do serviço e mantém sua inscrição regularizada.
Segundo a pesquisa da Unisinos, que resume a lei, o contrato deve trazer:
- o percentual retido por serviço;
- as condições e os prazos de pagamento;
- o uso dos bens e materiais;
- as responsabilidades de cada parte com higiene e manutenção.
O contrato é assinado perante duas testemunhas.
O risco é concreto. Segundo o Sebrae, homologar o contrato em sindicato sem representação na localidade torna o contrato nulo, descaracteriza a parceria e gera vínculo de emprego (CLT), com custos retroativos.
Conteúdo informativo, não substitui contador, advogado ou o INSS.
Perguntas frequentes
Um salão de beleza precisa ter CNPJ?
Segundo o Sebrae, o processo para abrir e registrar um salão de beleza em 2026 inclui a obtenção do CNPJ na Receita Federal, além das inscrições, dos alvarás e da regularização no Corpo de Bombeiros. Para funcionar como salão-parceiro, o estabelecimento precisa estar registrado e regularizado nos órgãos competentes.
Um MEI pode ter um salão?
Sim. Na pesquisa da Universidade Federal de Sergipe, com dados de 2021, quatro dos 12 entrevistados atuavam como MEI donos de salão. Confirme com um contador e com a prefeitura se o seu caso se enquadra no MEI.
Barbeiro pode ser MEI?
Segundo o Sebrae, a atividade 9602-5/01, Barbeiro(a) independente, permite o enquadramento como MEI. A formalização é feita no portal do governo, em gov.br/mei. As exigências de alvará e de vigilância sanitária devem ser confirmadas na prefeitura e no órgão sanitário da sua região.
Fontes
- Lei Salão Parceiro: tudo o que donos e profissionais da beleza precisam saber - Agência Sebrae de Notícias · organizacion
- MEI - Barbeiro - Sebrae · organizacion
- Pesquisa de pós-graduação em Administração - Universidade Federal de Sergipe · academica
- Trabalho de conclusão de curso em Administração - Unisinos · academica



