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O que está em alta na área da beleza: serviços e nichos para o salão

6 min de leitura · Serviços e revenda · Atualizado em 06/11/2026

Medium shot inside a braiding and curly-hair studio: a Black braider with long box braids and a client with voluminous curls sit chatting on
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    Em resumo

    O que está em alta na área da beleza, segundo estudo do Sebrae e da ABIHPEC de 2019, é consultoria ao cliente, atendimento por aplicativos e redes sociais, serviços de cor, especialização em cachos, experiência e cuidado, bem-estar e consciência ambiental. Atender homens, público sênior e diversidade também aparece. Nenhuma das fontes aponta qual área dá mais dinheiro.

    O que está em alta na área da beleza, segundo Sebrae e ABIHPEC?

    A referência mais completa do material é um estudo do Sebrae com a ABIHPEC, de 2019, citado em trabalho de conclusão de curso da UFSC. Ele lista práticas para o "salão do futuro":

    • consultoria ao cliente;
    • aplicativos digitais, redes sociais e celulares como estratégia de atendimento;
    • serviços vinculados à cor;
    • especialização em cachos;
    • experiência, gentileza e cuidado;
    • saúde, bem-estar e consciência ambiental.

    O mesmo estudo diz que os salões precisam atender novos perfis de clientes: homens, consumidores seniores e diversidade. E descreve o salão como um lugar onde circulam "informações das mais confiáveis" sobre cabelo.

    O que isso muda no seu salão. A tendência não é um serviço isolado. É um jeito de atender: ouvir o cliente antes de vender, estar presente no celular dele e se especializar em um público que você atende bem.

    Quantos salões existem no Brasil e por que os números divergem?

    Os números que circulam não batem, e há motivo para isso.

    • Segundo levantamento da Anabel divulgado pelo G1, e citado em monografia da Unesc, o país passou de 309 mil salões em 2005 para 550 mil em 2010, alta de 78% em cinco anos.
    • Segundo pesquisa do Euromonitor de 2020, citada no TCC da UFSC, o Brasil tem cerca de 500 mil salões formais.

    São emissores, datas e critérios diferentes. O dado de 2020 fala só de salões formais e veio depois da pandemia. Por isso não dá para concluir, só com esses números, se o setor encolheu ou cresceu.

    A mesma monografia da Unesc liga parte do crescimento antigo à formalização pela figura do Empreendedor Individual, que na época valia para receita bruta anual de até R$ 36 mil. Esse valor é histórico. Para o limite atual do MEI, consulte a fonte oficial.

    Quanto ao tamanho do mercado, uma reportagem citada em TCC da UnB (Weber, 2020) coloca o Brasil como quarto maior mercado de beleza e cuidados pessoais do mundo, atrás de Estados Unidos, China e Japão.

    Por que cachos, crespos e salão afro viraram nicho de negócio?

    Pesquisas acadêmicas registram uma demanda que cresceu com a valorização da identidade negra.

    • Artigo da Revista da ABPN (2018–2019) mostra o crescimento do uso do cabelo afro como parte de um processo de identidade e resistência. Uma entrevistada que trabalha em salão relatou, em 2017, que mais clientes passaram a querer manter a característica natural do cabelo.
    • Segundo a ABIHPEC, citada no TCC da UnB, 54% dos habitantes do país se declaram negros e pardos (dado do IBGE). Pesquisa do Instituto Locomotiva divulgada pela ABIHPEC indica que 76% dos brasileiros acreditam que apoiar a diversidade é papel das marcas e empresas. A mesma divulgação diz que 52% da população se sente ofendida quando comerciais mostram só o padrão hegemônico de beleza.
    • A ABIHPEC mantém o projeto Beleza Negra, que busca incentivar empreendedores e donos de salão afrodescendentes que atendem pessoas negras. Em 2023, o projeto promoveu seminários de gestão do negócio, profissionalização e tendências do setor.

    Um trabalho do IFPB estuda um salão de João Pessoa especializado em cabelos crespos, cacheados e ondulados. Ele reúne cortes, tranças, tratamentos, maquiagem e barbearia em um só lugar. A especialização vem junto com uma identidade visual clara, pensada para diferenciar o salão dos demais.

    O que isso muda no seu salão. Especializar-se é uma decisão de negócio: define quem você atende, o que oferece e como se comunica.

    O que a pandemia mudou para o salão?

    Os dados de 2020, reunidos no TCC da UFSC, mostram um quadro duro para os serviços:

    • segundo o Sebrae, a beleza esteve entre os segmentos com redução de faturamento de mais de 80%;
    • segundo pesquisa da SPC Brasil, 16,5% da população cortou gastos com salões;
    • segundo a ABIHPEC (2021), a indústria teve crescimento real de 2,2% em 2020, mas as oportunidades de trabalho tiveram retração de 9,7%;
    • pesquisa de 2020 citada no mesmo trabalho aponta que 35% dos brasileiros começaram a comprar pela internet ou aumentaram as compras online depois da pandemia.

    O Sebrae (2017) define omnichannel como a convergência de todos os canais de uma empresa, para que o cliente não veja diferença entre o mundo online e o offline.

    O que isso muda no seu salão. O cliente passou a esperar o salão também no celular: para marcar horário, tirar dúvida e acompanhar o seu trabalho.

    Qual área da beleza dá mais dinheiro?

    Nenhuma das fontes deste conteúdo traz um ranking de faturamento ou de lucro por área da beleza. Por isso o portal não aponta uma área "que dá mais dinheiro".

    O que existe são sinais de demanda. Uma monografia da Unesc, feita com questionário divulgado em redes sociais e referências consultadas em 2012, ouviu mulheres que frequentam salões. Elas apontaram como principal motivo de escolha a qualidade do serviço e ser atendidas por profissionais que entendam suas necessidades. A maioria (66%) disse considerar os serviços do salão necessários e indispensáveis no dia a dia. A amostra não representa o país e os dados são antigos.

    O caminho mais seguro é fazer a conta do seu salão: custo de cada serviço, tempo de cadeira e quanto sobra. O serviço que dá mais dinheiro para você depende do seu custo, do seu público e da sua execução.

    O que fazer no seu salão esta semana?

    1. Liste os serviços que você faz hoje e marque quais se ligam às tendências do estudo Sebrae e ABIHPEC (consultoria, cor, cachos, experiência, bem-estar). 2. Pergunte a cinco clientes por que escolheram o seu salão. Compare com o que a pesquisa diz: qualidade e um profissional que entenda a necessidade de quem senta na cadeira. 3. Veja se o cliente consegue marcar horário e tirar dúvidas pelo celular sem esforço. 4. Se você atende cachos, crespos ou o público negro, avalie se a sua comunicação deixa essa especialização clara. 5. Antes de lançar um serviço novo, calcule o custo e o tempo de cadeira dele.

    Linha do tempo

    1. 2005 O Brasil tinha 309 mil salões de beleza, segundo levantamento da Anabel divulgado pelo G1.
    2. 2010 O número chega a 550 mil salões, um crescimento de 78% em cinco anos, segundo a mesma fonte.
    3. 2019 Sebrae e ABIHPEC publicam as tendências do salão do futuro: consultoria, atendimento digital, cor, cachos, experiência e bem-estar.
    4. 2020 Pesquisa do Euromonitor aponta cerca de 500 mil salões formais no país, afetados pela pandemia.
    5. 2023 A ABIHPEC registra seminários de gestão do projeto Beleza Negra, voltado a donos de salão afrodescendentes.

    Perguntas frequentes

    Barbearia e terapia capilar estão em alta?

    As fontes deste conteúdo não trazem números específicos sobre barbearias ou terapia capilar. O estudo do Sebrae e da ABIHPEC, de 2019, cita os homens entre os novos perfis de clientes que os salões precisam atender. Também cita saúde e bem-estar entre as tendências.

    Quanto as clientes gastam no salão?

    Não há dado nacional recente no material. Uma monografia da Unesc, com amostra de redes sociais e referências de 2012, encontrou mulheres que iam ao salão de três a quatro vezes por mês e gastavam entre R$ 200,00 e R$ 400,00, de 5% a 10% do orçamento. O número vale só para aquela amostra.

    O que é o projeto Beleza Negra da ABIHPEC?

    É uma iniciativa que busca incentivar, apoiar e patrocinar empreendedores e donos de salão afrodescendentes que atendem pessoas negras. Envolve órgão da Secretaria da Justiça e Cidadania de São Paulo, FIESP, Sebrae e Instituto ABIHPEC. Em 2023, promoveu seminários de gestão, profissionalização e tendências do setor.

    Fontes

    1. TCC UFSC – Amanda Schuchowsky (cita Sebrae e ABIHPEC 2019, Euromonitor 2020, ABIHPEC 2021) · academica
    2. Consumo e identidade: o cabelo afro como símbolo de resistência – Revista da ABPN · academica
    3. TCC UnB – Isadora Marciano Marques (cita ABIHPEC e projeto Beleza Negra) · academica
    4. Sistema de identidade visual para salão de beleza afro – IFPB · academica
    5. Monografia Unesc – Thayse Castro André de Campos (perfil de consumidoras de salão) · academica

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