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Guia prático

Como usar as técnicas de vendas no fim do atendimento: quais são as 7 técnicas de vendas e o que funciona na cadeira

6 min de leitura · Serviços e revenda · Atualizado em 06/11/2026

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    Para quem é Donos e donas de salão e barbearia que revendem ou pensam em revender produtos. Também serve ao profissional-parceiro ou autônomo que faz a indicação de produto na cadeira, no fim do atendimento.

    Em resumo

    Quais são as 7 técnicas de vendas? As listas mudam conforme o autor. No salão, o que as referências de marketing de serviços apontam é a abordagem consultiva: conhecer a cliente durante o atendimento, ligar a indicação ao serviço feito, mostrar valor e conveniência, aceitar o não e acompanhar depois. Numa pesquisa da UFS, 83% dos cabeleireiros e donos ouvidos revendem produtos.

    Mapa do guia7 passos, do começo ao fim
    1. 01Escute a cliente durante o serviço, não só no fim
    2. 02Ligue a indicação ao serviço que você acabou de fazer
    3. 03Mostre o valor e o custo do ponto de vista da cliente
    4. 04Ofereça conveniência, porque a cliente compara
    5. 05Aceite o não sem pressionar
    6. 06Acompanhe depois da compra
    7. 07Defina a política de revenda do salão com base no seu custo

    Passo a passo

    1. Escute a cliente durante o serviço, não só no fim

      A indicação começa antes do caixa. Enquanto atende, preste atenção no que a cliente conta sobre a rotina, o que a incomoda e o que ela já usa em casa.

      Segundo Kotler e Keller (2006), citados em trabalho da UNESC, o objetivo do marketing não é vender. É conhecer e entender o cliente tão bem que o produto ou serviço se vende sozinho. Na cadeira, isso significa ouvir mais do que falar.

    2. Ligue a indicação ao serviço que você acabou de fazer

      No fim do atendimento, explique o que você fez e o que a cliente pode fazer em casa para manter o resultado. A indicação tem de nascer dessa conversa, não de uma lista de produtos para empurrar.

      Um trabalho da UFS usa a expressão "atendimento consultivo, instrucional", com base no Portal R7 (2015), para descrever o atendimento do distribuidor ao cabeleireiro. A mesma lógica vale da cadeira para a cliente: orientar primeiro e vender depois.

    3. Mostre o valor e o custo do ponto de vista da cliente

      Kotler (2005), citado no trabalho da UNESC, propõe olhar os 4 P's pelo lado de quem compra. O produto vira valor para o cliente. O preço vira custo para o cliente. A distribuição vira conveniência para o cliente.

      Na prática, diga para que serve a indicação na rotina da cliente e quanto custa, sem rodeio. A cliente decide melhor quando entende as duas coisas.

    4. Ofereça conveniência, porque a cliente compara

      A cliente pesquisa na internet. O trabalho da UFSC aponta como ameaça aos salões a maior informação e o maior poder de compra dos clientes por meio da internet. Na pesquisa da UFS, o e-commerce foi o motivo mais citado para a queda da revenda.

      O salão compete pela conveniência: o produto está ali, a pessoa que indicou conhece o cabelo da cliente e pode tirar dúvidas na hora.

    5. Aceite o não sem pressionar

      Pressão vira mau atendimento. Na pesquisa da UFS, 7% dos respondentes citaram o mau atendimento entre os motivos da queda na revenda.

      Se a cliente recusar, registre a indicação e siga com a mesma atenção. A relação com a cliente vale mais do que uma venda.

    6. Acompanhe depois da compra

      O trabalho da UNESC lembra que o marketing vai da prospecção ao atendimento, à venda e ao pós-venda. No próximo atendimento, pergunte como foi o uso e ajuste a orientação.

      Esse retorno mostra que a indicação foi pensada para ela, e não para bater meta.

    7. Defina a política de revenda do salão com base no seu custo

      Decida se o salão revende e em que condições. Na pesquisa da UFS, quem revende disse fazer isso sem nenhum acréscimo, por acreditar que o repasse diminuiria a frequência das clientes. Quem não revende acredita que a margem de lucro não compensa.

      As duas posições aparecem entre os salões ouvidos. A escolha depende da sua conta: calcule o próprio custo e decida se a revenda entra como serviço à cliente, como fonte de receita ou se fica de fora.

    Quais são as 7 técnicas de vendas e o que vale no salão?

    As listas de 7 técnicas, 7 passos, 5 técnicas ou 4 pilares mudam de autor para autor. Esta página não repete uma dessas listas. Ela mostra o que as referências de marketing de serviços e as pesquisas com salões indicam para o momento da indicação de produto.

    O ponto em comum é a abordagem consultiva: entender a cliente, orientar e só então oferecer. Os passos acima aplicam essa ideia ao fim do atendimento.

    O que significa abordagem consultiva?

    Abordagem consultiva é vender orientando. O vendedor entende a necessidade de quem compra e explica o que resolve essa necessidade. O trabalho da UFS descreve o atendimento do distribuidor ao cabeleireiro como "consultivo, instrucional", com base no Portal R7 (2015).

    No salão, quem indica é quem conhece o cabelo da cliente. Isso dá ao profissional uma vantagem que a loja on-line não tem. Segundo Kotler e Keller (2006), citados pela UNESC, os clientes esperam mais qualidade, mais serviço e personalização.

    Por que a revenda caiu nos salões?

    Uma pesquisa de TCC da Universidade Federal de Sergipe (UFS) ouviu 320 cabeleireiros, donos de salão e distribuidores em um evento sobre produtos para cabelos. A amostra não é probabilística, então os números valem para esse grupo, e não para o Brasil todo.

    Nesse grupo, 83% dos cabeleireiros e donos revendem e 17% não revendem. Entre os produtos revendidos, aparecem shampoos (100%), hidratações (80%), condicionadores (75%) e finalizadores (57%). Os motivos apontados para a queda na revenda foram e-commerce (87%), aumento nos preços (69%), crise (51%) e mau atendimento (7%). Os respondentes podiam marcar mais de uma alternativa.

    Um trabalho da UFSC também aponta como fraqueza dos salões o faturamento dependente da prestação de serviços e a baixa receita vinda da revenda de produtos.

    Medium close shot of a stylist's hands in a black apron sliding a plain unlabeled bottle into an ivory paper bag with black ribbon handles o
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    O que isso muda no seu salão?

    A revenda faz parte da atividade do salão na definição do Sebrae (2017), citada em trabalho da UFMA. A norma ABNT NBR 16383:2015, de boas práticas para salão de beleza, trata de processos para a prestação de serviços e a comercialização de produtos. Segundo o guia de boas práticas publicado no portal de transparência de Mesquita (RJ), as normas técnicas são de adesão voluntária.

    Para o seu salão, a decisão prática é combinar com a equipe como a indicação acontece: quem faz, em que momento, como o preço é informado e como se registra a recusa.

    Erros comuns

    • Decorar uma lista de técnicas e aplicar igual em toda cliente, sem ouvir o que ela contou na cadeira.
    • Deixar a indicação para o caixa, sem ligação com o serviço que foi feito.
    • Insistir depois de um não. Pressão é percebida como mau atendimento.
    • Esconder o preço ou falar dele só no final, quando a cliente já se sente comprometida.
    • Revender sem saber se a margem cobre o custo do salão.
    • Ignorar que a cliente compara com a internet antes de comprar.

    Perguntas frequentes

    Quais são os 4 pilares da venda?

    Uma referência conhecida são os 4 P's de marketing: produto, preço, praça e promoção. Kotler (2005), citado em trabalho da UNESC, propõe vê-los pelo lado do cliente: o produto vira valor, o preço vira custo e a distribuição vira conveniência.

    O profissional deve indicar produto em todo atendimento?

    Indique quando a orientação fizer sentido para a cliente e para o serviço feito. A abordagem consultiva parte da necessidade de quem compra, não de uma meta de vendas.

    Vale a pena revender sem acréscimo?

    Depende da conta do seu salão. Na pesquisa da UFS, quem revende disse fazer isso sem acréscimo para não afastar a cliente. Quem não revende acredita que a margem não compensa. Calcule o seu custo antes de decidir.

    Como competir com a venda pela internet?

    Pela orientação e pela conveniência. A cliente compara preços on-line, mas no salão recebe a indicação de quem conhece o cabelo dela e pode tirar dúvidas na hora.

    Fontes

    1. Universidade Federal de Sergipe – TCC de Victor Rodrigo Santana Fontes (revenda e e-commerce em salões) · academica
    2. Universidade Federal de Santa Catarina – TCC de Amanda Schuchowsky (salões de beleza e setor HPPC) · academica
    3. UNESC – TCC de Thayse Castro André de Campos (consumidoras de salões e marketing de serviços) · academica
    4. Universidade Federal do Maranhão – TCC de Loise Cristina Borges Sena (hospitalidade em salões) · academica
    5. Salão de beleza – Guia de boas práticas (Transparência Mesquita, RJ) · oficial
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