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Quais são as 3 principais formas de precificação? São a precificação por custo (custo mais margem, o markup), por concorrência (preço de outros negócios) e por valor percebido pelo cliente. Para o salão, a literatura acadêmica indica combinar as três: o custo mostra o piso, a concorrência dá o contexto e o valor percebido ajuda a cobrar pela diferença.
Como funciona cada uma das 3 principais formas de precificação?
1. Por custo (markup). Você parte do custo total do serviço e soma a margem de lucro que deseja. Segundo o artigo da Faculdade de Ciências Contábeis da UFU (março de 2025), o markup é muito usado em serviços. Para isso, é preciso conhecer os custos:
- Fixos: não mudam com o número de atendimentos. Exemplos citados: aluguel, salários administrativos, seguros, parcelas de empréstimos e pró-labore.
- Variáveis: acompanham o volume de serviços. Exemplos citados: produtos e insumos usados no atendimento, cosméticos e comissões.
2. Por concorrência. Você observa o preço praticado pelos concorrentes e por serviços substitutos. O mesmo artigo lembra que monitorar preços e diferenciação em relação aos concorrentes é essencial, porque a rivalidade entre empresas é uma das forças do mercado.
3. Por valor percebido. O preço considera quanto o cliente valoriza o serviço. Segundo o artigo da UFU, em salões essa estratégia pode ser eficaz, porque os clientes estão dispostos a pagar mais por serviços diferenciados e por uma experiência superior.
Qual forma de precificação serve para o salão?
Nenhuma das três funciona bem sozinha. O artigo da UFU afirma que conhecer os custos é relevante, mas não é suficiente. O markup precisa ser complementado, porque não considera fatores como a posição do salão frente aos concorrentes e a percepção de valor do cliente.
Na prática, cada forma responde a uma pergunta diferente:
- Custo: qual é o mínimo que eu preciso cobrar para não ter prejuízo?
- Concorrência: como meu preço se posiciona no mercado onde estou?
- Valor percebido: o que o meu atendimento oferece que justifica cobrar mais?
O mesmo artigo diz que a estratégia varia conforme o posicionamento, a localização e o público do salão. Também pesam fatores externos, como a demanda, a sazonalidade e as tendências do setor. Por isso não existe uma resposta única. Existe a conta do seu salão.
Para apurar o custo, o artigo considera o custeio variável o método mais vantajoso para salões, porque mostra melhor o efeito dos custos variáveis sobre o lucro. O custeio baseado em atividades (ABC) também é apontado como vantajoso, mas exige conhecimento técnico e pode sair caro para um negócio pequeno.
O que isso muda no seu salão?
Muitos salões definem preço sem apoio técnico. Na pesquisa da UFU com 30 donas de salão em Uberlândia-MG, cerca de 80% das respondentes gerenciavam o negócio sem o apoio do contador para assuntos específicos. A pesquisa também concluiu que a gestão eficiente dos custos impacta diretamente na definição dos preços. Outro achado: o regime tributário afeta o preço, e às vezes a gestora nem sabe em qual regime a empresa está enquadrada.
Um estudo com institutos de beleza publicado na revista Contabilometria (2025) identificou a definição de preços de acordo com uma estratégia como um dos componentes da gestão de custos no setor.
Faça no seu salão esta semana
1. Liste seus custos fixos do mês e os custos variáveis de cada serviço. 2. Calcule o custo de cada serviço e defina a margem que deseja. Esse é o seu piso. 3. Pesquise o preço público de serviços parecidos na sua região, para entender onde você se posiciona. 4. Anote o que diferencia o seu atendimento: estrutura, horários, localização, especialidade. 5. Confirme com seu contador qual é o regime tributário do salão e como ele entra no preço.
Se quiser aprofundar, o Sebrae-SP oferece a solução Preço de vendas para beleza, que trata da formação de preço, das estratégias de precificação e dos indicadores do segmento.
Perguntas frequentes
O que é markup na precificação de serviços?
É o método que parte do custo total do serviço e aplica a margem de lucro desejada. Segundo o artigo da UFU (2025), ele é muito usado em serviços. Ainda assim, precisa ser complementado com a análise da concorrência e do valor percebido pelo cliente.
Comissão entra no custo do serviço?
Sim. O artigo da UFU (2025) classifica comissões como custo variável, ao lado de produtos, insumos e cosméticos usados no atendimento. Custos fixos, como aluguel e pró-labore, também devem ser considerados no preço.
Preciso de um sistema de gestão para precificar?
Não é obrigatório, mas ajuda. Os estudos citados pela UFU (2025) apontam que sistemas de gestão integrada dão mais controle de insumos, estoque, agenda e fluxo de caixa. Eles também têm custo de manutenção e exigem tempo e preparo para operar.
Fontes
- Gestão de custos e precificação dos serviços em salões de beleza: os desafios e estratégias para a sustentabilidade empresarial (UFU, março de 2025) · academica
- Práticas de gestão de custos por institutos de beleza (Contabilometria, v. 12, n. 2, 2025) · academica
- Preço de vendas para beleza (Sebrae-SP) · organizacion



