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Estoque de uso no salão é o conjunto de produtos comprados para executar os serviços, como shampoo técnico, oxidante, luvas e descartáveis. Ele se diferencia do estoque de revenda, formado por mercadorias vendidas ao cliente. O custo do estoque de uso entra no custo do serviço e ajuda a calcular a margem.
- Produtos comprados para gastar nos serviços, como shampoo técnico, luvas e descartáveis
- Também chamado de consumo interno
- Custo que entra no custo do serviço e ajuda a calcular a margem
- Item a controlar com entradas, saídas e inventário
- Mercadoria comprada para vender ao cliente, que é o estoque de revenda
- Algo com planilha oficial ou modelo nacional obrigatório
- Isento de cuidado sanitário
- Diferença para lançar toda como ajuste sem investigar a causa
O que é estoque de uso no salão e de onde vem o termo?
Estoque de uso, também chamado de consumo interno, é tudo o que o salão compra para gastar no atendimento. São exemplos o shampoo técnico, as luvas, as máscaras e os descartáveis. O estoque de revenda é outra coisa: são as mercadorias compradas para vender ao cliente, que o salão não consome no serviço.
A separação vem da gestão, da contabilidade e do fisco. Segundo as perguntas e respostas da pessoa jurídica da Receita Federal (2024), o custo das mercadorias revendidas e das matérias-primas utilizadas pode ser apurado com base em registro permanente de estoque ou no inventário existente ao fim do período de apuração. Por isso faz sentido saber o que é revenda e o que é material usado na operação.
O Sebrae orienta registrar quantidade, custo unitário e custo total de cada item. Também orienta comparar de tempos em tempos o saldo registrado com o estoque físico.
O que isso muda no seu salão: o produto de uso vira custo do serviço. O produto de revenda vira custo da mercadoria vendida. Se os dois ficam misturados, você não sabe quanto cada serviço realmente custa.
Conteúdo informativo, não substitui contador. A forma de escriturar e os efeitos tributários dependem do regime da empresa e da atividade exercida. A Resolução CGSN nº 140/2018 trata da tributação, no Simples Nacional, de receitas de serviços e de mercadorias. Confirme o seu caso com o contador.
Como se usa o estoque de uso no controle do dia a dia?
O Sebrae recomenda registrar todas as entradas e saídas em ficha ou sistema. Também recomenda registrar quem retirou cada item e exigir requisição para qualquer saída. Para o estoque de uso, o ideal é dar baixa por atendimento sempre que possível. Um lançamento genérico no fim do mês pode esconder consumo excessivo.
Três contas ajudam a acompanhar o consumo:
- Consumo real = estoque inicial + entradas − estoque final
- Consumo teórico = soma de (número de serviços × quantidade padrão por serviço)
- Desvio de consumo = consumo real − consumo teórico
A quantidade padrão de cada serviço deve seguir as instruções do fabricante. Se o desvio se repete, ele pode indicar erro de lançamento, retirada sem autorização, vazamento, produto vencido ou falha na contagem.
Ponto de pedido é o nível de estoque em que você faz a nova compra antes de o produto acabar. Segundo Gaither e Frazier, citados em plano de negócios do Centro Paula Souza, ele se baseia no uso esperado do material entre o pedido e a entrega. Uma fórmula básica é: consumo médio diário × prazo de reposição em dias + estoque de segurança.
Exemplo hipotético, para você trocar pelos seus números: consumo médio diário de 3 unidades, prazo do fornecedor de 5 dias e estoque de segurança de 4 unidades. A conta fica 3 × 5 + 4 = 19 unidades. Quando o saldo chegar a 19, é hora de pedir. Para itens de validade curta, confira também se o volume comprado será usado antes de vencer.
As perdas também entram no controle. O valor da perda é a quantidade perdida × o custo unitário. O Sebrae recomenda inventários frequentes para detectar perdas, furtos e desperdício.
Quais são as confusões comuns entre estoque de uso e de revenda?
Misturar os dois. Quando revenda e uso ficam juntos, aparecem dois erros. Um produto gasto no serviço aparece como venda. Ou um produto vendido ao cliente é tratado como despesa da operação. Classifique o item na compra. Revise a classificação quando a finalidade mudar, por exemplo quando um frasco de revenda é aberto para uso no atendimento.
Achar que existe um modelo oficial. Não existe planilha oficial nem modelo nacional obrigatório que separe estoque de uso e estoque de revenda. O desenho deve ser adaptado ao município, ao regime tributário, ao sistema fiscal e à rotina do salão.
Achar que o estoque de uso dispensa cuidado sanitário. A Anvisa informa que não há norma sanitária federal específica para todas as atividades de embelezamento. A regulamentação e a fiscalização também cabem às vigilâncias estaduais e municipais. A mesma fonte orienta que os cosméticos e os equipamentos usados nos serviços estejam regularizados na Agência. Em Jundiaí (SP), a Vigilância Sanitária orienta guardar as notas fiscais dos produtos em estoque. Também orienta consultar a regularização antes da compra. Confirme a regra na vigilância sanitária do seu município.
Lançar toda diferença como ajuste. O ajuste corrige o saldo, mas não explica a causa. Investigue antes de ajustar.
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Perguntas frequentes
Qual a diferença entre estoque de uso e estoque de revenda?
O estoque de uso reúne os produtos consumidos na execução dos serviços. O estoque de revenda reúne as mercadorias compradas para vender ao cliente. O primeiro entra no custo do serviço. O segundo forma o custo da mercadoria vendida.
Como calcular o consumo real de um produto de uso?
Some o estoque inicial às entradas do período e subtraia o estoque final. Compare o resultado com o consumo teórico, que é o número de serviços multiplicado pela quantidade padrão de cada um.
Existe planilha oficial de estoque de uso para salão?
Não. As fontes orientam registrar entradas, saídas e inventário, mas não impõem um modelo único. Planilhas de referência, como a do [Sebrae-PR](https://sebraepr.com.br/planilhas/controle-de-estoques/), podem ser adaptadas à rotina do salão.
O produto de uso interno precisa de nota fiscal guardada?
Depende da regra local. Em Jundiaí (SP), a Vigilância Sanitária orienta manter as notas fiscais dos produtos em estoque na documentação do estabelecimento. Confirme na vigilância sanitária do seu município.
Fontes
- Sebrae: como elaborar o controle de estoque de mercadorias · organizacion
- Sebrae: relatório sobre gestão de estoques · organizacion
- Sebrae-PR: planilha de controle de estoques · organizacion
- Receita Federal: perguntas e respostas da pessoa jurídica (ECF 2024) · oficial
- Resolução CGSN nº 140/2018 · oficial
- Anvisa: perguntas frequentes sobre serviços de embelezamento · oficial
- Vigilância Sanitária de Jundiaí: dúvidas técnicas sobre estética · oficial
- Centro Paula Souza: plano de negócios para abertura de um salão de beleza · academica



